Mostrando postagens com marcador Transtorno.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Transtorno.... Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ejaculação Precoce


Ejaculação Precoce (EP) é a ejaculação que ocorre com uma mínima estimulação sexual. Você ejacula antes, durante ou quase imediatamente depois da penetração, sem controle e antes do que gostaria. Frequentemente, como consequência há impossibilidade de continuar o ato sexual durante um tempo suficiente para satisfazer à sua companheira, não podendo assim desfrutar de uma vida sexual plena.
Isso pode afetar sua auto-estima e sociabilidade, inclusive fazendo com que você chegue a evitar os encontros sexuais.

Embora não seja um problema sério nem uma enfermidade, é pouco provável que se cure espontaneamente, podendo ainda se converter em um problema crônico.

Há dois tipos de Ejaculação Precoce (EP):

• Ejaculação primária:
Ocorre quando a Ejaculação Precoce está presente ao longo de toda a vida sexual do homem, de modo que nunca este conseguiu controlar a ejaculação em suas relações. A Ejaculação Precoce primária é muito comum, sendo uma patologia médica muito frequente.

Estudos recentes indicam que um em cada três homens sexualmente ativos sofre com isso.

• Ejaculação secundária:

É aquela que aparece em um momento posterior na vida do homem, o qual antes sempre havia tido ereção.
Na maioria dos casos, a EP está relacionada com uma Disfunção Erétil (DE), de modo que tratando esta última resolve-se o problema.

Sintomas da Ejaculação Precoce

quarta-feira, 11 de julho de 2012

ALTER EGO




Alter ego ou alterego (do latim alter = outro egus = eu) pode ser entendido literalmente como outro eu, outra máscara travestida de persona de uma mesma pessoa. 

O termo é comumente utilizado em análises literárias para indicar uma identidade secreta de algum personagem ou para identificar um personagem como sendo a expressão da personalidade do próprio autor de forma geralmente não declarada.

Para a psicanálise, o alter ego é um outro eu inconsciente.

Num outro sentido, o alter ego de uma pessoa não é uma faceta escondida ou secreta da sua personalidade, mas sim alguém de muito íntimo, um amigo fiel e inseparável em que essa pessoa se revê e deposita absoluta confiança. O alter ego é, neste caso, um perfeito substituto em que a pessoa pode delegar a sua representação ou outra função importante, na certeza de que ele pensará e agirá como ela pensaria ou agiria, isto é, como se fosse ela própria. É frequente, na vida política, um dirigente ou governante ter um alter ego como colaborador destacado, alguém habilitado a assumir fielmente as suas funções.

Alter egos ficcionais

Batman é o alter ego de Bruce Wayne.
Hannah Montana é o alter ego de Miley Stewart
Homem-Aranha é o alter ego de Peter Parker.

Transtorno de Identidade da Integridade Corporal


Algumas pessoas sentem que somente estariam completas se algo faltasse em seu corpo. Para elas, a felicidade segue um único e dramático caminha: mutilar um membro sadio. 
Em quase tudo os portadores do Transtorno de Identidade da Integridade Corporal (TIIC)são normais, tem um bom relacionamento com a família, amigos, trabalho. O único problema é que não se identificam com um corpo inteiro. 
Os portadores de TIIC sentem um desejo incontrolável de se livrar de um ou mais membros do corpo, em alguns casos , se transformam em paraplégicos.O transtorno não é reconhecido no DSM. 
A razão mais comumente apresentada para querer uma amputação é o sentimento de que ela corrigiria uma discrepãncia entre a anatomia da pessoa e seu sentimento de "verdadeiro eu". Em geral, esse sentimento de rejeição ao membro começa na infância ou início da adolescência. E não há psicoterapia, nem medicação que mudem a vontade da auto mutilação.  Enquanto o TIIC não é reconhecido, seu tratamento é um desafio para a medicina, pois se mudanças de sexo ainda são polêmicas, imagine, a auto mutilação. 


Fonte: Mosaico



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Esquizofrenia


Como Reconhecer o Começo?

A Família do Esquizofrênico
Sinais de Boa Recuperação
Conselho aos Pais
Uso das Medicações

O que é?


Apesar da exata origem não estar concluída, as evidências indicam mais e mais fortemente que a esquizofrenia é um severo transtorno do funcionamento cerebral. A Dra Nancy Andreasen disse: "As atuais evidências relativas às causas da esquizofrenia são um mosaico: a única coisa clara é a constituição multifatorial da esquizofrenia. Isso inclui mudanças na química cerebral, fatores genéticos e mesmo alterações estruturais. A origem viral e traumas encefálicos não estão descartados. A esquizofrenia é provavelmente um grupo de doenças relacionadas, algumas causadas por um fator, outras, por outros fatores".  



A questão sobre a existência de várias esquizofrenias e não apenas uma única doença não é um assunto novo. Primeiro, pela diversidade de manifestações como os sub-tipos paranóide, hebefrênico e catatônico além das formas atípicas, que são conhecidas há décadas. Segundo, por analogia com outras áreas médicas como o câncer. O câncer para o leigo é uma doença que pode atingir diferentes órgãos. Na verdade trata-se de várias doenças com manifestação semelhante. Para cada tipo de câncer há uma causa distinta, um tratamento específico em chances de cura distintas. São, portanto, várias doenças. Na esquizofrenia talvez seja o mesmo e o simples fato de tratá-la como uma doença só que atrapalha sua compreensão. Poucos sabemos sobre essa doença. O máximo que conseguimos foi obter controle dos sintomas com os antipsicóticos. Nem sua classificação, que é um dos aspectos fundamentais da pesquisa, foi devidamente concluída. 

sábado, 4 de junho de 2011

Transtorno do Pânico


" Isso é algo que não desejo nem para meu pior inimigo ".
Expressão muito usada por quem passou pelas crises.

Existem pessoas, não importa de que classe social, vagam pelos consultórios e clínicas do mundo inteiro sem que ninguém seja capaz de lhes dizer qual a verdadeira origem de seus males. A pessoa passa por uma série interminável de consultas e exames, em boa parte pagos com dinheiro público, acaba entrando nas estatísticas de certas doenças, mas não tem seu problema resolvido. Três quartos das pessoas com distúrbio mental não estão onde deveriam estar: no psiquiatra ou no psicólogo. Estão nas mãos do cardiologista, do neurologista ou de outro especialista qualquer. É uma multidão que não trata a sua doença de forma adequada, pois um mau diagnóstico pode levar essas pessoas a conviver com enormes desconfortos, que acabam se estendendo à toda a sua família.

sábado, 28 de agosto de 2010

Transtorno Boderline

Borderline é um transtorno de personalidade que traz sérias conseqüências para a pessoa, seus familiares e seus amigos próximos. O termo "fronteiriço" se refere a uma instabilidade constante de humor. Não é muito freqüente. Muito mais freqüente em mulheres do que em homens.

 
1) Sintomas
  •  Medo de abandono: uma necessidade constante, agoniante de nunca se sentirem sozinhas(os), rejeitadas(os) e sem apoio. 
  • Dificuldade de administrar emoções
  • Impulsividade. 
  • Instabilidade de humor. As oscilações de humor do DAB ou TAB - Distúrbio ou Transtorno Afetivo Bipolar duram semanas ou meses, mas as(os) Borderline têm oscilações de minutos, horas, dias. Essas oscilações de humor incluem depressões, ataques de ansiedade, irritabilidade, ciúme patológico, hetero- e auto-agressividade. (Ex.: Uma paciente marca a consulta informando que está super deprimida, querendo morrer. No dia seguinte chega à consulta bem humorada, bem vestida, maquiada, vaidosa). 
  • Comportamento auto-destrutivo (se machucar, se cortar, se queimar). As portadoras de Borderline dizem que se machucam para satisfazer uma necessidade irresistível de sentir dor. Ou porque a dor no corpo "é melhor que a dor na alma". 
  • Tentativas de suicídio, mais freqüentemente as de impulso do que as planejadas. 
  • Mudanças de planos profissionais, de círculos de amizade. 
  • Problemas de auto-estima. Borderlines se sentem desvalorizadas, incompreendidas, vazias. Não tem uma visão muito objetiva de si mesmos. 
  • Muito impulsivas: idealizam pessoas recém conhecidas, se apaixonam e desapaixonam de maneira fulminante. 
  • Desenvolvem admiração e desencanto por alguém muito rapidamente. 
  • Alta sensibilidade a qualquer sensação de rejeição. Pequenas rejeições provocam grandes tempestades emocionais. Uma pequena viagem de negócios do namorado ou marido pode desencadear uma tempestade emocional completamente desproporcional (acusações de rejeição, de abandono, de não se preocupar com as necessidades dela, de egoísmo, etc.). 
  • A mistura de idealização por alguém e a extrema sensibilidade às pequenas rejeições que fazem parte de qualquer relacionamento são a receita ideal para relacionamentos conturbados e instáveis, para rompimentos e estabelecimento imediato de novos relacionamentos com as mesmas idealizações. 
  • Mais raramente, episódios psicóticos (se sentirem observadas, perseguidas, gozadas, comentadas).

 
2) Risco aumentado para:
  • Compras Compulsivas. 
  • Sexo de risco.
  • Comer Compulsivo, Bulimia, Anorexia. 
  • Depressão. 
  • Distúrbios de Ansiedade. 
  • Abuso de substâncias. 
  • Transtorno Afetivo Bipolar. 
  • Outros Transtornos de Personalidade. 
  • Violência (não só sexual), abusos e abandono, por causa da impulsividade e da falta de crítica para escolher novos parceiros.

 3) A causa provável é uma combinação de vários fatores:

  •  Vivências traumáticas (reais ou imaginadas) na infância, por exemplo abuso psicológico, sexual, negligência, terror psicológico ou físico, separaçãos dos pais, orfandade. 
  • Vulnerabilidade individual. 
  • Stress ambiental que desencadeia o aparecimento do comportamento Borderline. 
  • Cuidado com conclusões precipitadas do tipo "você foi abusada" ou "você foi aterrorizada".

 
4) Evolução:

  •  Geralmente começa a se manifestar no final da adolescência e início da vida adulta. 
  • Com o passar dos anos existe uma diminuição do número de internações hospitalares e de tentativas de suicídio. 
  • Parece piada de mau gosto, mas é uma realidade estatística: a cada tentativa de suicídio que a Borderline sobrevive, diminui a chance de uma nova tentativa. 
5) Fatores de bom prognóstico:

  • Bons relacionamentos familiares, sociais, afetivos, profissionais. 
  • Participação em atividades comunitárias: igrejas, clubes, associações culturais, artísticas, etc. 
  • Baixa ou ausente freqüência de auto-agressão. 
  • Baixa ou ausente freqüência de tentativas de suicídio. 
  • Ser casada. 
  • Ter filhos. 
  • Não ser promíscua.

 6) Tratamento.

 
A integração de tratamentos medicamentosos mais psicoterápicos trouxe grandes progressos no tratamento do Transtorno Borderline.

 
• Medicação:

 
O tratamento medicamentoso inclui Estabilizadores de Humor (mesmo que não se trate de DAB) pois eles ajudam a conter a impulsividade e as oscilações de humor.

 
Antidepressivos e Tranqüilizantes não tem a mesma eficácia que teriam em casos de depressões ou ansiedades "puras" mas certamente tem sua utilidade em Borderline.

 
Embora a medicação seja muito importante, ela é ator coadjuvante. O ator principal no tratamento é a Psicoterapia.

 
• Psicoterapia:

 
Não é uma terapia fácil. O que acontece "na vida real" acontece dentro do consultório: instabilidade, alternância de amor e ódio, idealização e desapontamento com o terapeuta, sedução, impulsividade, etc. Isso quer dizer o seguinte: o tratamento exige paciência, persistência, disciplina, boa vontade, etc.

 
Fonte: mentalhelp

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Transtorno Paranóide de Personalidade

Os Transtornos de Personalidade afetam todas as áreas da personalidade, o modo como o indivíduo vê o mundo, a maneira como expressa as emoções, o comportamento social. Caracteriza um estilo pessoal de vida mal adaptado, inflexível e prejudicial a si próprio e/ou aos que com ele convivem. Essas características, no entanto, apesar de necessárias não são suficientes para identificação dos Transtornos de Personalidade, pelo fato de serem muito vagas. A maneira mais clara como a classificação deste problema vem sendo tratada é através da subdivisão em tipos de transtornos de personalidade, com critérios de diagnóstico próprios e bem definidos, tanto pela CID.10, quanto pelo DSM.IV. "Um Transtorno da Personalidade é um padrão persistente de vivência íntima ou comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo, é invasivo e inflexível, tem seu início na adolescência ou começo da idade adulta, é estável ao longo do tempo e provoca sofrimento ou prejuízo." A característica essencial deste distúrbio é uma tendência global e injustificável para interpretar as ações das pessoas como deliberadamente humilhantes ou ameaçadoras. Tem normalmente início no final da adolescência ou no começo da idade adulta. Quase invariavelmente há uma crença de estar sendo explorado ou prejudicado pelos outros de alguma forma e, por causa disso, a lealdade e fidelidade das pessoas estão sendo sempre questionadas. Muitas vezes o portador deste Transtorno é patologicamente ciumento e questionador da fidelidade do cônjuge, ao ponto de causar situações francamente constrangedoras. O portador deste distúrbio de personalidade pode interpretar acontecimentos triviais e rotineiros como humilhantes e ameaçadores, desde um erro casual no saldo bancário, até um cumprimento não efusivo podem significar atitudes premeditadamente maldosas. Há uma sensibilidade exagerada às contrariedades ou a tudo que possa ser interpretado como rejeição, uma tendência para distorcer as experiências, interpretando-as como se fossem hostis ou depreciativas, ainda que neutras e amistosas (pensamento paranóide). Estas pessoas podem sentir-se irremediavelmente humilhadas e enganadas, conseqüentemente agressivas e insistentemente reivindicadoras de seus direitos. Supervalorizam sua própria importância, as suas idéias são as únicas corretas e seus pontos de vistas não devem ser contestadas, daí a facilidade em conquistar inimigos e a tendência em pensamentos auto-referentes. São desconfiadas, teimosas, dissimuladoras e obstinadas, vivem numa solidão freqüentemente confundida com timidez, como se não houvesse no mundo pessoas com quem pudessem partilhar sua prodigalidade, dignidade e seus sentimentos superiores. As pessoas com Transtorno Paranóide da Personalidade são extremamente sarcásticas em suas críticas, irônicas ao extremo nos comentários e contornam as eventuais situações constrangedoras recorrendo a artimanhas teatrais e chantagens emocionais. Não toleram críticas dirigidas à sua pessoa e qualquer comentário neste sentido é entendido como declaração de inimizade. Pelo entusiasmo com que valorizam suas idéias, sempre as únicas corretas, podem ser vistos como fanáticos nas várias áreas do pensamento; seja religioso, político, ético ou profissional. Gostam de fantasiar, mas tem dificuldades em distinguir a fantasia da realidade. Pessoas com estes distúrbios são hiper-vigilantes e tomam precaução contra qualquer ameaça percebida. A afetividade, nestes casos, é muitas vezes restrita e pode parecer fria dado ao gosto destas pessoas em serem sempre objetivas, racionais e pouco emocionais. Recomenda-se, como critérios para este Transtorno, que sejam caracterizados por: a) sensibilidade exagerada à contratempos e rejeições; b) tendência a guardar rancores persistentemente, isto é, recusam à perdoar aquilo que julgam como insultos ou desfeitas: c) desconfiança e tendência à interpretar erroneamente as experiências amistosas ou neutras; d) obstinado senso de direitos pessoais em desacordo com a situação real; e) suspeitas injustificáveis em relação à fidelidade (conjugal ou de amigos); f) autovalorização excessiva; g) pressuposições quanto à conspirações Fonte: Psiqweb

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

VIGOREXIA

A adicção ou dependência ao exercício, também chamada de Vigorexia ou Overtraining, em inglês, é um transtorno no quais as pessoas realizam práticas esportivas de forma continua com uma valorização praticamente religiosa (fanatismo) ou a tal ponto de exigir constantemente seu corpo sem importar com eventuais conseqüências ou contra-indicações, mesmo medicamente orientadas.

É bastante curioso observar como as patologias mentais ou, no mínimo, os sintomas mentais evoluem e se transformam ao longo do tempo ou entre as diversas culturas, mostrando-se sensíveis às mudanças sócio-culturais. Observa-se que a prevalência das Doenças Mentais está absolutamente associada a uma época determinada e a determinados valores culturais.

A Vigorexia está nascendo no seio de uma sociedade consumista, competitiva, frívola até certo ponto e onde o culto à imagem acaba adquirindo, praticamente, a categoria de religião. A Vigorexia e, em geral os Transtornos Alimentares exemplificam bem a influência sociocultural na incidência de alguns transtornos emocionais.


A VIGOREXIA (Síndrome de Adônis), por exemplo, é um quadro bastante complexo e que tem chamado à atenção dos especialistas. Sabe aquele seu amigo “marombeiro”, “bombado” que usa anabolizantes e que está parecendo um touro de tão inchado e deformado? Pois é…isso PODE ter vigorexia.
 
Vigorexia (overtraining em inglês), ou transtorno dismórfico muscular, ocorre quando o volume e a intensidade de exercício físico praticado por um indivíduo excede a sua capacidade de recuperação, e pode-se somar ao fato de apresentar uma auto-imagem um tanto distorcida, em quadro psicologicamente patológico.

Indivíduos acometidos desta síndrome (também chamada de Síndrome de Adônis), são pessoas que mesmo fortes fisicamente, ao se vizualizarem em espelhos, por exemplo, se sentem fracos, de maneira similar aos acometidos de anorexia, que ao se vizualizarem, sempre consideram-se gordos.

Acomete predominantemente indivíduos do sexo masculino, mas também se evidencia em indivíduos do sexo feminino, e em ambos os casos, predominantemente associado a prática de musculação e ao fisiculturismo, embora deva-se destacar, não necessariamente um fisiculturista seja acometido desta síndrome.

Deve-se assim separar o quadro do indivíduo que é acometido de tal comportamento em dois grupos, ou quadros: o do indivíduo que pratica exercícios de qualquer tipo exageradamente, do indivíduo que, além disso, ou inclusive em detrimento de fazer-se exercícios exageradamente, jamais se contenta com seu volume corporal, com enfoque na massa/volume muscular. Exemplificando, um indivíduo pode ter obsessão pela prática de exercícios, como a corrida ou a natação, levando-o ao "sobre-treinamento" (overtraining), mas não apresentando uma obsessão pelo volume muscular, para o que inclusive exercícios aeróbicos são inadequados e improducentes. Por outro lado, os obcecados por volume muscular podem passar a se exercitar adequadamente com vistas ao volume muscular, mas somarem a excessiva ingestão de suplementos alimentares e mesmo anabolizantes de diversos tipos, além de outras substâncias com as mesmas finalidades, inclusive com o abandono e até desprezo por qualquer acompanhamento médico adequado ou mesmo coerente com as prescrições farmacológicas da literatura.

Esteróides anabolizantes sintéticos são medicamentos potentes, destinados a imitar a função da testosterona, permitindo um crescimento muscular ainda melhor do que a própria testosterona pode oferecer.



Segundo uma matéria do site americano Life Lane, longe de ser seguro, principalmente pelos efeitos colaterais nocivos, os esteróides vem se consolidando como a forma mais rápida de se conseguir massa muscular. Mas, embora traga satisfação visual, os efeitos devastadores dos esteróides falam mais alto, por isso é comum encontrarmos praticantes de musculação com acne no rosto, tórax e dorso, com humor modificado e aumento da agressividade e irritabilidade.

Existem várias causas para este fenômeno. Uma delas está no fato dos garotos quererem ficar tão musculosos quanto os veteranos do local. Já as garotas almejam ter a silhueta esbelta das mulheres. Quando viram obsessão, esses desejos prejudicam a saúde, causam transtornos psíquicos e até levam ao caminho das drogas. Ao freqüentarem esses ambientes de culto ao físico, os adolescentes têm de tomar cuidado para não entrar numa espiral de neuroses.

Os garotos que praticam musculação são suscetíveis a um transtorno psíquico conhecido como vigorexia. Apesar de musculoso, o rapaz se olha no espelho e acha que está flácido. Isso leva ao ganho exagerado de massa muscular e à tentação dos anabolizantes. O contrário disso – a obsessão de perder peso – não é um perigo menor.


Veja algumas conseqüências do uso dos esteróides:
- Altas dosagens de esteróides podem desenvolver câncer.

- Em homens e mulheres de qualquer idade: aparecimento de tumores (câncer) no fígado, perturbação da coagulação do sangue, alteração no colesterol, hipertensão, ataque cardíaco, acne, oleosidade do cabelo e aumento de agressividade que pode manifestar-se em brigas.

- Mulheres e adolescentes: aparecimento de sinais masculinos como engrossamento da voz, crescimento excessivo de pelos no corpo, perda de cabelo, diminuição dos seios, pelos faciais (barba).

- Homens e adolescentes: redução da produção de esperma, impotência, dificuldade ou dor em urinar, calvície e crescimento irreversível das mamas (ginecomastia).

- Em pré-adolescentes e adolescentes de ambos os sexos: finaliza, prematuramente, o crescimento deixando-os com estatura baixa para o resto de suas vidas.

- Usuários que injetam esteróides anabolizantes com técnicas inadequadas e não estéreis (livre de contaminação), ou dividem agulhas contaminadas com outros usuários, correm o risco de contrair infecções como HIV, hepatite B e C. Há ainda, o problema com preparações ilegais dessas drogas, as quais são elaboradas em condições não estéreis colocando em risco os que as utilizam.

Fonte: PsiqWeb

Transtorno Dismórfico Corporal e Muscular





Muitos são os pais que se esforçam, em vão, para convencer seus filhos adolescentes de que eles não são tão magros e raquíticos como acreditam, ou que não têm o nariz tão enorme como se vêem, que as espinhas não são tão deformantes como eles reclamam... Os adolescentes, entretanto, não acreditam em nenhum desses argumentos, mesmo se forem ditos por centenas de pessoas... eles continuam diante do espelho reclamando suas “deformidades”. Podem ser portadores de Transtorno Dismórfico Corporal.


Na Anorexia Nervosa, e quase sempre na Bulimia, há também uma deformação da imagem corporal. A pessoa se vê muito mais gorda do que é de fato, não acredita nas pessoas que dizem-lhe o contrário. Portadores de Anorexia costumam ver gordurinhas e dobrinhas que, ou não existem, ou são fisiológicas e normais em todas as pessoas. Isso é também uma espécie de Transtorno Dismórfico Corporal, onde a crença de estar gordo tem características delirante, ou seja, são irremovíveis pela argumentação lógica (foto, balança, opiniões).

Pacientes com Transtorno Dismórfico Corporal sofrem de idéias persistentes sobre o modo como percebem a própria aparência corporal, portanto, é muito comum que entre pessoas com Transtorno Dismórfico Corporal, tenha aquelas portadoreas de Vigorexia, que é o Transtorno Dismórfico Muscular.

Choi, Pope e Olivardia definiram essa forma de Transtorno Dismórfico Corporal, o Transtorno Dismórfico Muscular, sinônimo da Vigorexia, ou seja, uma síndrome onde as pessoas, geralmente homens, independentemente de sua musculatura (embora normalmente sejam bem desenvolvidos), têm uma opinião patológica a respeito do próprio corpo, acreditando terem uma musculatura muito pequena, fraca e frágil.

Os pensamentos persistentes sobre “defeitos” na aparência corporal são praticamente delirantes, além de intrusivos à consciência, difíceis de resistir e em geral acompanhados por compulsões rituais de olhar-se no espelho constantemente, eles não são acompanhados de nenhuma crítica por parte do paciente.

Essas idéias obsessivas sobre defeitos no próprio corpo são muito semelhantes aos pensamentos obsessivos dos pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo, e em geral são egodistônicas, ou seja, estão em desacordo com o gosto da pessoa, portanto, fazem a pessoa sofrer.

No Transtorno Dismórfico Corporal são mais comuns as queixas que envolvem defeitos faciais, como por exemplo, em relação à forma ou tamanho do nariz, do queixo, calvície, etc. As queixas geralmente envolvem falhas imaginadas ou, se existem são bem mais leves que o paciente imagina, na face ou na cabeça, tais como perda de cabelos, acne, rugas, cicatrizes, marcas vasculares, palidez ou rubor, inchação, assimetria ou desproporção facial, ou pêlos faciais excessivos.

Outras preocupações comuns incluem o tamanho, a forma ou algum outro aspecto do nariz, dos olhos, pálpebras, sobrancelhas, orelhas, boca, lábios, dentes, mandíbula, queixo, bochechas ou cabeça. Não obstante, qualquer outra parte do corpo pode ser o foco de preocupação do paciente, inclusive podem envolver outros órgãos ou funções, como por exemplo, preocupação com o cheiro corporal que exalam, mau hálito, odor dos pés, etc. Embora a queixa seja freqüentemente específica, algumas vezes pode ser vaga e alguns pacientes podem apenas se queixar de uma “feiúra” geral.

Sendo assim, o Transtorno Dismórfico Corporal costuma estar presente na Vigorexia (sinônimo de Transtorno Dismórfico Muscular). Há ainda co-morbidade do Transtorno Dismórfico Corporal e/ou do Transtorno Dismórfico Muscular, com outros quadros psiquiátricos, tais como Fobia Social, Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Depressão e quadros delirantes.

A co-morbidade do Transtorno Dismórfico Corporal poral com Depressão e Ansiedade chega a 50% dos casos, especialmente com quadros de ansiedade tipo Pânico. De fato, alguns autores (Grant, 2002) acham que o Transtorno Dismórfico Corporal raramente aparece sem alguma comorbidade.

Com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo clássico, Fobia Social e Anorexia Nervosa a comorbidade também é alta, em torno de 40%. Pacientes com Transtorno Dismórfico Corporal em geral são perfeccionistas e podem ter traços de personalidade obsessivos ou esquizóides. Sendo as idéias sobre as deformidades corporais de natureza obsessiva, pode haver também um comportamento compulsivo.

No caso da Vigorexia os exercícios excessivos são compulsivos, mas também a compulsão pode se manifestar através de freqüentes verificações diante do espelho, cansativos exames do suposto “defeito” que podem consumir várias horas do dia. Os pacientes freqüentemente pensam que os outros podem estar observando com especial depreciação sua suposta deformidade, talvez comentando a respeito dela ou ridicularizando-a.

Critérios de diagnósticos para F45.2 (CID.10) ou 300.7 (DSM.IV) do Transtorno Dismórfico Corporal


A. Preocupação com um imaginado defeito na aparência. Se uma ligeira anomalia física está presente, a preocupação do indivíduo é acentuadamente excessiva.

B. A preocupação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

C. A preocupação não é mais bem explicada por outro transtorno mental (por ex., insatisfação com a forma e o tamanho do corpo na Anorexia Nervosa).

Atualmente o Transtorno Dismórfico Corporal é considerado uma doença específica e autônoma pelas classificações internacionais. Apesar disso, desde o final da década de 90, Hollander e cols. acertadamente observam a forte interseção desse quadro com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e, assim, sugerem sua inclusão no chamado Espectro Obsessivo-Compulsivo.
 
Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo

1.- Transtorno Obsessivo-Compulsivo
2.- Transtorno Dismórfico Corporal

3.- Transtornos Alimentares
3.1- Vigorexia
3.2- Anorexia
3.3- Bulimia

4.- Transtorno do Controle dos Impulsos
4.1- Tricotilomania
4.2- Transtorno de Tique
4.3- Síndrome de Toureute
4.4- Sexo Compulsivo
4.5- Jogo Compulsivo
4.6- Piromania
4.7- Compulsão para Compras
4.8- Compulsão à Internet

Incidência


Os transtornos derivados da excessiva preocupação com o corpo estão se convertendo em uma verdadeira epidemia. Desejar com muito ardor uma imagem perfeita não significa sofrer de uma doença mental, mas aumenta as possibilidades de que este transtorno emocional apareça. Ainda que haja hipóteses biológicas para o Transtorno Dismórfico Corporal, como por exemplo, eventuais alterações nos desequilíbrios nos níveis de serotonina e outros neurotransmissores cerebrais, não cabem dúvidas de que os fatores sócio-culturais e educativos têm uma grande influência em sua incidência.

O Transtorno Dismórfico Corporal parece ser diagnosticado com freqüência aproximadamente igual em homens e mulheres, iniciando-se em geral na adolescência de forma gradual ou súbita e seu curso é flutuante e crônico. Porém, os portadores do tipo Vigorexia (Transtorno Dismórfico Muscular) são, em sua maioria, homens entre 18 e 35 anos, os quais começam a dedicar demasiado tempo (entre 3 e 4 horas diárias) as atividades de modelação físicas, resultando em algum tipo de prejuízo sócio-ocupacional.

A idade de início mais comum do Transtorno Dismórfico Corporal também é no final da adolescência ou início da idade adulta. A média de idade está em torno dos 20 anos, não sendo raro que o diagnóstico seja feito mais tardiamente.

Segundo dados de Pope, entre 9 milhões de norte-americanos que freqüentam academias de ginástica, existe perto de um milhão de pessoas afetadas por um transtorno de ordem emocional que os impede ver-se como são na realidade, e normalmente esse transtorno é o Transtorno Dismórfico Corporal (ou Muscular).

Uma das conseqüências do Transtorno Dismórfico Corporal é a esquiva das atividades costumeiras, a qual pode levar a um extremo isolamento social e resultar, em casos graves, no abandono do trabalho ou da escola. Também há dificuldades em fazer amizades e iniciar ou manter relacionamentos amorosos.

Ideação suicida ou suicídio consumado também podem ocorrer, assim como repetidas hospitalizações. Além disso, esses pacientes freqüentemente buscam e recebem tratamentos médicos gerais, dentários e cirúrgicos para a correção de imaginados defeitos. Esses tratamentos mal indicados costumam piorar o transtorno, levando a uma intensificação ou novas preocupações, as quais podem resultar em procedimentos mal sucedidos adicionais.

Causas

Ainda que não se tenham dúvidas sobre a importância do elemento sociocultural no desenvolvimento e na incidência da Transtorno Dismórfico Muscular, também parece que a patologia está relacionada com desequilíbrios de diversos neurotransmissores do sistema nervoso central, mais precisamente da serotonina.

A causa do Transtorno Dismórfico Corporal também é desconhecida, embora existam relatos de algum envolvimento orgânico em casos que tiveram início pós-encefalite ou meningite. Isso reforça a hipótese de envolvimento ou disfunção dos gânglios da base nestes quadros. Essa mesma hipótese tem sido emprestada ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo e outros transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo.


Hollander e cols. sustentam que os transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo, do ponto de vista orgânico, seriam relacionados à hiperfrontalidade e aumento da atividade serotoninérgica influindo nas desordens compulsivas e, por outro lado, hiperfrontalidade e baixa atividade serotoninérgica pré-sináptica com desordens impulsivas. Isto explicaria a boa resposta desses transtornos aos antidepressivos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS).

Também para Pope, pode-se recorrer a fármacos que atuem sobre os neurotransmissores para o tratamento dessa doença. A própria resposta positiva dos medicamentos bloqueadores seletivos da recaptação de serotonina tem sugerido que os sintomas de Transtorno Dismórfico Corporal estejam relacionados à função da serotonina. Existem relatos de exacerbação dos sintomas do quadro com o uso de maconha, que também tem ação serotoninérgica.

Entretanto, a psicoterapia é fundamental e deve ser, preferencialmente, comportamental e cognitiva. O objetivo é modificar a conduta da pessoa, recuperando sua autoestima e superando o medo do fracasso social.

Fonte: Ballone GJ, Moura EC - Transtorno Dismórfico Corporal e Muscular - in. PsiqWeb Internet, disponível em http://www.psiqweb.med.br/, revisto em 2008.


Auto Imagem e Dismorfia

"Dismorfia é o termo usado para designar a discrepância ou diferença entre aquilo que a pessoa acredita ser (em termos de imagem corporal) e aquilo que realmente é.



Estudos* realizados em três países sobre a imagem que os homens teriam deles próprios, sobre a imagem que achariam ideal para si e sobre a imagem que acreditam que as mulheres preferem. Os resultados mostraram que a escolha do corpo ideal foi em média de, aproximadamente, 13 quilos a mais de massa muscular do que eles tinham.

Também estimaram que as mulheres prefeririam um corpo masculino aproximadamente 14 quilos de massa muscular a mais do que eles tinham. Em um estudo piloto paralelo, entretanto, os autores encontraram que as mulheres preferiram, de fato, um corpo masculino comum e sem os músculos adicionais que os homens pensavam ser necessários.

Como conclusão, Pope atestou a grande discrepância entre o estado real e o ideal muscular dos homens, ajudando assim a explicar a aparente ascensão de distúrbios tais como o Transtorno de Dismorfia Muscular, relacionado ao abuso de esteróides anabolizantes.

Segundo Mariangela Gentil Savoia, o Transtorno Dismórfico Corporal é um novo nome para uma velho transtorno. Segundo Warwick (1996), tem sido descrito nas literaturas européia e japonesa por uma variedade de nomes, sendo o mais comum dismorfofobia, termo utilizado por Morselli pela primeira vez há 100 anos (1886). Embora esse termo seja usado de diferentes maneiras, é definido como um sentimento de feiúra ou defeito físico que o paciente percebe a despeito de sua aparência normal.

O termo dismorfia é uma palavra grega que significa feiúra, especialmente na face. A primeira referência aparece na história de Herodutus, no mito da garota feia de Esparta, que era levada por sua enfermeira, todos os dias, ao templo para se livrar da sua falta de beleza e atrativos.

A classificação de Kraeplin, em 1909, (considerava a Dismorfia Corporal) como uma neurose compulsiva; de Janet, em 1903, como obsessão com a vergonha do corpo, enfatizando a extrema vergonha dos indivíduos que se sentiam feios e ridículos; de Jahrreiss, em 1930, como hipocondria da beleza, e de Stekel, 1949, que escreveu sobre um grupo peculiar de idéias obsessivas que as pessoas apresentam a respeito de seu próprio corpo.

Embora sua presença seja clara na literatura européia, a dismorfofobia não apresenta na CID - Classificação Internacional de Doenças (1993) -, uma categoria nosológica, estando inclusa na categoria da hipocondria.
O Transtorno Dismórfico Corporal é caracterizado pela preocupação com um imaginado defeito na aparência. Se uma ligeira anomalia física está presente, a preocupação do indivíduo é acentuadamente excessiva. A preocupação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo" Veja o trabalho todo

*- Phillips, K.; McElroy, S.; Hudson, J.; Pope, H. - Body dismorphic disorder: an obsessive-compulsive spectrum disorder, a form of affective spectrum disorder, or both? - Journal Clinical Psychiatric 56 (suppl 4): 41-50, 1995.